register
forgot password

Pierre Simoes - Music - No fim do arco-iris

Genre:
Alternative
Added:
03-06-2012
Position:
127 in Alternative, 2493 overall

No fim do arco-íris
(Pierre Simões)
ISRC BRR200900019






Quando eu era criança,
Guri das Minas Gerais
A gente enchia a pança
De arroz doce e tudo mais

De tarde quando chovia
Refrescava o calorão
No morro aparecia
Um arco-íris bonitão

O povo sempre dizia
Com certeza e com razão
Um pote no fim havia
Cheio de ouro, no chão.

Mas ninguém se atrevia
Pegar o tesouro não
Todo mundo se tremia
De arranjar só confusão

Sonhar alto era pecado
Quanto mais pra ser barão
Vejam o Zé, mas que coitado!
Ficou pobre desde então

Mas no fundo eu queria
Ver de perto o tal quinhão
Mas disseram que eu teria
Pelo padre, excomunhão.

Com coragem e valentia
Fui pegar o dinheirão
Que bobagem, não existia,
Um só grama, nem um tostão.

No lugar um anjo havia
Com um baita sorrisão
Me falou como eu podia
Conquistar o presentão

O tal pote existiria
Só com uma condição
Se quiser ser rico um dia
É mais que um bom coração

Vai ter que fazer as pazes
Com o dinheiro e com o perdão
Afastar vícios vorazes
Como culpa e depressão

Assumir a própria vida
Ter por ela, gratidão.
O poder de escolha é tida,
Como sábia decisão

O sucesso se aprende
Com estudo e com ação
A riqueza só depende
De você com ambição.




Canção registrada na Biblioteca Demonstrativa de Brasília
Fundação Biblioteca Nacional
Ministério da Cultura

Canções para atrair dinheiro e felicidade
Registro nº. 479694
Protocolo EDA/DF 2009 nº 1022
de 10 de novembro de 2009
http://www.bn.br


No fim do arco-íris


De tarde eu estava compondo uma das canções para este CD, quando caiu um toró daqueles de arrasa-quarteirão, com muitos trovões e relâmpagos, parecia o fim do mundo. Algum tempo depois aparece um solzão bonito e do lado oposto um imenso arco-íris como nunca havia visto, de tão bonito, todas as cores bem vivas, fazendo aquele arco de um lado pro outro, uma maravilha. Como canto na música, o povo lá em Minas dizia que havia um pote de ouro no fim, mas que não era permitido pegar, pois era pecado. Nunca me esqueci desse fato e hoje compreendo porque algumas pessoas de bom coração não enriquecem. Essas pessoas são por demais religiosas e tomam os ensinamentos sagrados ao pé da letra. Muita gente se exime da responsabilidade que é e deve ser apenas sua. Atribuem a Deus e à Sua vontade pelas angústias e poucas alegrias que têm na vida, não se esforçando em nada para mudar. É minha cruz, o meu carma ou o meu destino, dizem. Se conformam em ser e viver como o Senhor assim o desejou, afinal de contas, Ele é Onipotente, Onipresente, Onisciente e melhor do que nós sabe o que nos convém. Nada mais ilusório. Adoro a história de um homem, cujo lema de vida era Só Jesus salva!. Então houve uma enchente na cidade onde morava e a água começou a inundar tudo. Veio uma canoa para resgatá-lo, mas apesar dos insistentes apelos dos amigos recusou-se a sair de casa, usando seu lema de vida. Depois veio uma lancha da defesa civil, e por fim um helicóptero do corpo de bombeiros, e ele ali firme como uma rocha Jesus vai me salvar! Por fim afogou-se e foi pro céu, se queixando com Jesus por ter sido abandonado na enchente. O Mestre retrucou que havia tentando sim salvá-lo, mandando uma canoa, uma lancha e um helicóptero, mas mesmo assim não o quis, fazer o que? O preceito que diz que o rico não entra no céu foi deturpado e obviamente mal interpretado pelas figuras afetivas de nossa formação como ser humano. A passagem bíblica do camelo e o furo da agulha se referiam apenas a uma imagem mística de como o homem deveria se comportar após a sua morte. Diziam os historiadores que nas cidades orientais antigas os portões eram fechados por volta de 18 horas. Os camelos que chegavam após esse horário, só entravam por um portãozinho bem pequeno, chamado de agulha, ao lado da cidade, de joelhos e sem a carga que traziam no lombo. Essa história sugeria que homem quando morresse, só entraria nos reino dos céus com humildade e se deixasse na terra suas riquezas. Dependendo da pessoa que contar essa passagem para seu filho ou aluno, poderá impregnar nele o pecado de ser rico e sabotar, ainda que inconscientemente, seu progresso profissional e financeiro. Não raro ainda são reforçadas com histórias pavorosas de como o Zé Fulano de Tal se atreveu a ganhar dinheiro e por isso se deu mal e quando morreu foi para o inferno. Não é difícil imaginar como deverá ser a vida financeira de uma pessoa atrelada com sentimento de culpa religiosa em relação a dinheiro.

Overall perfomance
StaffStaffStaffStaffStaff
Individual musicianship
StaffStaffStaffStaffStaff
Originality
StaffStaffStaffStaffStaff
Composition
StaffStaffStaffStaffStaff
Marketable
StaffStaffStaffStaffStaff